A História da Arte: Egito

A arte egípcia estava tão ligada ao país que, assim que o Egito começou a acabar, sua arte acaba também. Até 30 A.C. o Egito vale a pena quanto à arte e civilização. A partir daí começa a decadência do estilo e arte Egípcia. No estilo egípcio existiam leis muito rigorosas que não podiam nunca ser mudadas. Os artistas tinham que aprender bem cedo o estilo.
O artista tinha que aprender que sempre que fosse pintado o homem e a mulher, o homem tinha que ser mais alto que a mulher. Os homens tinham que ter a pele mais escura que a da mulher.
O patrão tinha que ser maior que a esposa, os filhos e os criados. Eles tinham paixão por pele clara. Elas tomavam banho de leite de cabra para ficarem bem brancas. Quanto mais branca, mais valiosa ela era. O egípcio tem uma mistura com negro. 


Toda pintura egípcia tem a lei da frontalidade, o que quer dizer que sempre a figura humana vai ser representada com o rosto de perfil, olho de frente, tronco de frente, os braços e pés de perfil para melhor representar as características da pessoa.  É a lei do ver melhor.  As mãos eles fazem sempre sobre o joelho, o que significava a força que a pessoa tinha.


No Egito existiam escolas de arte cuja função era formar artistas. Só que eles tinham que aprender tudo: anatomia, lidar com tintas, com cores, lei da frontalidade, até fazer hieróglifos.  Mas o artista não podia passar disso, não podia criar nada. As regras passavam de geração a geração sem nenhuma renovação.
A arte egípcia ficou 3000 anos sem mudar nada.
O artista tinha que saber mitologia e ser anônimo. Ninguém podia saber quem tinha feito o trabalho, pois o artista não podia assinar.
Um texto escrito por um artista, em hieróglifos, sobre uma pedra, foi descoberto mais tarde, sobre o que achava dele próprio como artista do novo império:

“Conheço o segredos das palavras divinas, conheço a conduta das festas. Sei toda a magia que pratiquei sem que nada me escapasse. Nada do que se refere à esse assunto de magia me é oculto. Sou chefe de todos os segredos dos rituais cabalísticos. Vejo Ra em suas manifestações. Sou um artista excelente em minha arte. Um homem acima do comum por meus conhecimentos. Conheço a pose da mulher, a postura de quem lança o arpão, o olhar de alguém à seu auxiliar, conheço a flor, conheço o amor, sou um artista!”

Ele se valorizava. É uma demonstração que o pintor estava insatisfeito. Conhecia tudo, mas era um mero artista ignorado. Era uma demonstração de revolta.

Existiam muitos ofícios no Egito: escultores que faziam esculturas em pedra e madeira; joalheiros que faziam jóias fantásticas, sem exagero, braceletes, anéis e miniaturas de jóias vistas só com lupa. Eles tinham uma espécie de feira, onde seria o Cairo hoje,.onde colocavam os produtos sobre as mesinhas, prateleiras para vender ou trocar por comida, bebida, etc.
Desde o começo da pré-dinastia a arte egípcia era completamente ligada à morte. Para o egípcio a morte não é um acontecimento triste, é meramente uma transição para outra dimensão. Eles acreditavam profundamente na imortalidade da alma. Acreditavam na vida eterna.
Eles acreditavam que a alma continuava a viver, só que com as mesmas necessidades terrenas. O corpo do morto não podia ser tocado, surgindo com isso a mumificação.


Nas primeiras dinastias, eles sabiam que a pessoa que morria só ficaria contente se tivesse tudo o que tinha em vida e que gostasse junto com ele.
Os egípcios levavam tudo aquilo que o morto gostava para o túmulo a fim de que a alma continuasse a gozar de tudo o que eles gostavam enquanto vivos. Era uma continuação da vida terrena. Eles tinham uma obsessão pela imortalidade da alma. O faraó era convicto de que se a mulher dele fosse enterrada junto, não daria continuidade a sua dinastia. Elas tinham que continuar casando com o filho, ou o faraó com a filha, ou outro parente. Eles não tinham a mesma concepção moral que nós temos. A parte política e econômica do faraó era também muito importante para que a mulher do faraó desse continuidade.
Eles também esculpiam um outro corpo, feito em pedra, igual ao do faraó, só que um pouco mais idealizado, bonito, mais jovem, na sua plenitude, que ficava ao lado da múmia. Se esta fosse violada o faraó teria um outro corpo.  Esta escultura sempre vai ter o rosto esculpido idealizado, mas com as características do faraó. A múmia depois de pronta nunca mais poderia ser vista e nem tocada. Ela então, seria colocada na pirâmide e esta bem fechada. Se ela fosse profanada a alma iria ficar sofrendo pelo resto da eternidade. Para evitar que fossem tocadas, roubadas e profanadas é que iriam ser colocadas em monumentos colossais que seriam as pirâmides. O túmulo é a pirâmide, e a estátua do morto que era colocada ao lado da múmia é chamada hoje em dia de “o duplo”.

As Pirâmides:

Pirâmide é uma palavra de origem grega onde “piro” quer dizer fogo e “amid” quer dizer está no centro, isto é, fogo está no centro.
A pirâmide é um tipo de construção que proliferou no Egito muito mais do que se pensa, e em alguns lugares da terra também. Tem pirâmide na China, na América do Sul, Central, Peru, México, etc. Em todo o mundo aparecem pirâmides feitas em épocas diferentes.
Na terceira dinastia, no Egito, foi construída a primeira pirâmide, que é a primeira pirâmide dos degraus. Foi construída em Sacara. Ela tem 121 metros de base e 60 metros de altura. Dois séculos depois foram construídas as famosas pirâmides de Quéops, Quefrém e Miquerinos, na planície de Gisé, no Egito (que hoje é o Cairo).
Não há um consenso de como foram construídas as pirâmides. Os historiadores acham que a forma mais certa daquelas pedras chegarem seria através de barcos pelo Rio Nilo, onde cada barcaça levaria 2 pedras amarradas embaixo da água para que ficassem mais leves. Só que durante todos esses séculos nenhuma pedra foi encontrada no Rio Nilo.
Pirâmides de Quéops, Quefrém e Miquerinos

Não existe nenhum elemento de ligação como o cimento ou argamassa para unir ou sustentar essas colunas de pedras nas pirâmides. Os blocos eram sobrepostos somente através de cálculos matemáticos absolutamente precisos.
Para esses blocos ficarem sobrepostos perfeitamente encaixados, eles tinham que ser polidos de uma forma manual. Hoje somente o raio lazer conseguiria deixar a superfície tão lisa.
Essas pirâmides eram totalmente racionais.
“O vértice da grande pirâmide corresponde ao polo e o perímetro do Equador, na escala exata. Cada lado da pirâmide foi projetada para corresponder a curvatura de 1/4 do hemisfério norte.”
Algumas pirâmides eram fechadas no topo e outras abertas. Existem muitas portas falsas e corredores falsos que não levam a nada para, só para proteger o faraó.
As moradias descobertas próximas às pirâmides eram construídas em alvenaria e pedra. Todas tinham terraço com cobertura. Os moradores passavam a noite no terraço tocando música, cantando. Não chovia nunca. Eram todos de classe média. As janelas eram abertas para o pátio interno.
Templo de Karnac

Depois das pirâmides o que existe de mais fantástico é Karnak e Luxor, são dois templos ligados entre si localizados na cidade de Tebas. Esses templos foram construídos através de 3000 anos. O templo é do tamanho de Manhattan.
Do outro lado do Nilo está o outro templo da rainha Hasétsud. Foi uma rainha poderosa que conseguiu unir o alto e o baixo Egito. O palácio era fantástico. Ela era uma rainha faraó. Tinha silos de casal, 150 leitos para os maridos, porque era feito para a eternidade.

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