Resenha | Ovelha Negra - Georgette Heyer

Sinopse: A rica Abigail Wendover, solteira aos 28 anos, ocupa seu tempo com as obrigaçõs sociais. Sua mais nova preocupação é a paixão da sobrinha Fanny pelo belo mas interesseiro Stacy Calverleigh. Para pretogê-la, Abby procura Sr. Calverleigh. Acaba encontrando, porém, o tio de Stacy, Miles - a ovelha negra da família. Ele fez fortuna na Índia, mas é repudiado pela 'boa sociedade' devido a um antigo escândalo. O encontro dará início a um mútuo encantamento.

Ler esse livro foi um ótimo passa-tempo. A narrativa é muito boa e principalmente os diálogos são muito bons e divertidos. Embora o estilo da autora tenha sido por alguns comparados ao da Jane Austen, eu não percebi tanta semelhança. Pode lembrar um pouco devido ao enredo se passar na mesma época e lugares (embora tenha sido escrito quase um século depois), e por também descrever o cotidiano das pessoas na época.
Porém o estilo da narrativa, e até a linguagem, é bem diferente. A Jane Austen costumava concentrar a história mais do ponto de vista da "heroína" o que mantinha um certo mistério sobre os sentimentos do "herói". Já nesse livro a narrativa é feita de um ponto de vista mais geral o que torna a história meio que previsível. É uma história bastante simples, sem grandes surpresas, mas bem desenvolvida. Os personagens também são muito bons e bem descritos.
Não diria que é um grande livro, mas como disse, é um ótimo passa-tempo que vale a pena ser lido.


Um pouco sobre a autora:



Georgette Heyer (16 de agosto de 1902 – 4 de Julho de 1974) foi uma romancista inglesa, com temas históricos e policiais. Sua carreira começou em 1921, quando ela criou uma história para seu irmão mais novo, a novela The Black Moth. Em 1925 casou-se com George Ronald Heyer Rougier, um engenheiro de mineração. O casal passou vários anos morando em Tanganyika e Macedônia, antes de regressar para a Inglaterra em 1929. Heyer essencialmente criou o gênero do romance histórico e seu subgênero o romance “Regency”.
Sua Regência foi inspirada por Jane Austen, mas ao contrário de Jane Austen, que escreveu sobre e para os tempos em que vivia, Heyer foi obrigada a incluir  informações abundantes sobre o período, para que seus leitores entendessem o ajuste. Para garantir a precisão, Heyer recolheu obras de referência e manteve anotações detalhadas sobre todos os aspectos da vida Regency. Enquanto alguns críticos consideraram as novelas muito detalhadas, outros consideraram que o nível de detalhe era o maior trunfo de Heyer. Sua natureza meticulosa também ficou evidente em seus romances históricos. Começando em 1932, Heyer lançou um romance policial a cada ano. Embora muitos críticos descrevessem os romances da detetive Heyer como banal, outros, como Nancy Wingate,  os elogiava.

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1 comentários:

Bruna:) disse...

Adorei sua resenha! Descobri seu blog esses dias, e estou adorando suas resenhas e suas dicas literárias, parabéns!!

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